sábado, 27 de fevereiro de 2016

a primeira vez que quico veio ao brasil em 1997

KIKO, AGORA, ANIMA CIRCO NO INTERIOR

ESSA FOI A MANCHETE QUE SAIA EM TODOS OS JORNAIS DE 1997, PUBLICAREI A SEGUIR, UMA NOTICIA[QUE LI JUSTAMENTE NA ÉPOCA] E QUE GUARDEI COMO NOSTALGIA:

O ator Carlos Villagrán, que ganhou fama no seriado 'Chaves', vai rodar o Estado de São Paulo durante 45 dias


Mesmo 18 anos depois de ter deixado o elenco do seriado Chaves, o bochechudo Kiko continua a ser o ganha-pão de Carlos Villagrán. Na semana passada, o ator mexicano chegou ao País para uma turnê pelo interior de São Paulo. Durante 45 dias, Villagrán volta a encarnar o personagem nas apresentações do Circo Stankowich. A estréia será em Campinas. "As trapalhadas do Kiko encerram o espetáculo: ele tenta tocar violão, cantar e dançar, mas não consegue", diz Villagrán.

Segundo o ator, Kiko era mais popular do que Chaves, o que seria uma das causas de sua saída do elenco. "Havia muito ciúme", comenta Carlos Villagrán tentou, sem sucesso, permanecer na TV: voltou a representar o personagem em programas no México e na Venezuela. Uma das séries 
foi exibida pela Bandeirantes.

Na década de 80, Villagrán caiu na vida mambembe. Passou a percorrer os países onde Chaves era exibido, fazendo shows. Em 1995, esteve no sul do Brasil. Hoje, seus planos incluem shows na Europa e na Ásia - provavelmente em fevereiro. Aonde quer que vá, Villagrán tem de revelar o "segredo" das bochechas de Kiko. "Não uso nada artificial, apenas encho as bochechas de ar", diz. "Eu nasci com esse defeito de fabricação".

Sem artistas na família, Carlos Villagrán iniciou sua trajetória em 1971, com pequenas participações em programas humorísticos. No ano seguinte, o personagem que o tornou célebre surgiu ao lado de Chaves e sua turma, num quadro de Chespirito (CNT/Gazeta), programa da emissora mexicana Televisa, em que atuou por sete anos. Chegou a interpretar personagens sérios no teatro, mas sempre gostou de comédia "É muito melhor fazer o público rir do que chorar", afirma.

Concorrência - O ator diverte-se ao saber que muitos brasileiros pensam que ele está morto (do elenco, os únicos mortos são os intérpretes do sr. Madruga e de dona Clotilde, a Bruxa do 71). "Foi a concorrência do SBT que inventou isso", diz.

Villagrán afirma que nenhum dos seis filhos de seus dois casamentos pretende seguir a carreira artística. "Não tenho sucessores", lamenta Villagrán. Aos 48 anos, o comediante, que de bobo não tem nada, não descarta a possibilidade de trabalhar no vídeo, até mesmo no Brasil. "Se houver alguma proposta, terei muito prazer em voltar à TV."

palavras de um senhor que se despedia da tv[noticia de 1995]

CHAVES PERDE A ALEGRIA INFANTIL em 1995

Longe da TV em 1995 bolaños reencontrava o público no teatro


em 1995
 Num camarim modesto, Roberto, de 68 anos, prepara-se para entrar em cena na peça Onze y Doze. Não parece animado. O sorriso só surge quando alguém aponta sua netinha numa foto. Pouca coisa faria lembrar a alegria infantil de Chaves, personagem que tomou o ator
 conhecido em toda a América Latina.

O ator diz saber que é sucesso no Brasil ("Pelé me disse, mas é verdade que ainda me vêem?") e chega a pedir desculpas ao seu público. "Sinto muito: estou velho e não posso mais fazer nem Chaves nem Chapolin"
 diz, meio acanhado ao agitar o dedo indicador como seu personagem ("isso, isso"), para a sessão de fotos.

  longe da TV em  1995, quando a Televisa aposentou o programa Chespirito após 25 anos no ar. "Tenho contrato de exclusividade com a emissora mas não atuo mais", diz. comandou até o fim da vida
 a Televicine, a produtora de cinema da Televisa.

O ator não esperava sair da TV. "Mas não quero voltar tenho trabalho na produtora e no teatro", diz. No Chespirito,  sempre foi uma espécie de faz-tudo: escrevia, dirigia, produzia, atuava e compunha canções.

Sotaque - Na década de 80, chegou a receber cachê por uma visita ao Brasil, que não se concretizou por "problemas políticos".  sabia dizer frases de seus personagens em português. Numa terceira tentativa, ele se lembra "Pois fique você sabendo que eu posso cumprimentar com a máo  desde aqui até aquele menino de camissa  branca que está lá", diz. "Está bom?"

O ator ganhou cerca de 10% das vendas internacionais de seu programa. Acha que foi insignificante. "As TVs reprisam inúmeras vezes", justifica. O SBT, por exemplo, exibe episódios (a maioria da década de 70) desde 84.  orgulha-se do humor infantil que fazia "Não fazia dano."

Sua peça Onze y Doze, para o público adulto e produzida por sua mulher (Florinda Meza a dona Florinda de Chaves), fez sucesso. Mostrava
 com humor, as desventuras de um homem que perde as funções sexuais num acidente.

 faz um caminhoneiro divertido. Em cena parece recobrar a juventude e arranca gargalhadas da platéia Todos os 300 lugares do teatro costumam ser ocupados por pessoas simples, do interior do país. "A gente via o programa desde o berço", diz Rafael Peres, de 24 anos. Acompanhado por parentes, Peres viajou cinco horas para rever o antigo ídolo. "Os programas de hoje são grosseiros."

Do primeiro casamento,  tem seis filhos: cinco mulheres e um homem (diretor de novelas). É fanático pelo time de futebol América do México e por Pelé. "Em 1989, Pelé queria que fizéssemos um filme juntos", diz. "Só não deu certo porque eu não queria interpretar Chaves no cinema" Quem também tentou uma parceria segundo Bola¤os, foi a equipe de Xuxa. Há um ano, representantes da apresentadora lhe propuseram que escrevesse cenas de seus programas. "Iam me pagar bem, não aceitei por falta de tempo."

o fim de chespirito em 1995

Roberto Bolaños, que faz o personagem de sucesso no SBT,  passou a se dedicar só ao teatro
 A história dos personagens Chaves e Chapolin  é puro sucesso desde sua estréia no SBT, em 1984. No México, entretanto, o ator que faz os personagens  pendurava as chuteiras em 1995.

Os dois quadros faziam parte de  Chespirito, programa
que existia desde 1980. Nele, o ator Roberto  Bolaños interpretava, além do super-herói e do menino que mora no barril, uma série de personagens, como El Chompiras e El Chaparron Bonaparte. Bolaños sempre foi uma espécie de faz-tudo: era produtor, diretor e criador dos tipos.

Muito mais gordo e sem querer declarar a idade, o ator desconversava quando perguntando sobre a pouca inteligência do programa "Sei que ele exerce muita influência e estou tranqüilo pois é saudável, feito com carinho e talento."

 longe da TV, Bolaños continuou na peça Onze e doze- "espetáculo para jovens e adultos" produzido por Florinda Meza (a dona Florinda de Chaves) que esteve em cartaz  na Cidade do México. Bolaños, claro, é o autor e diretor.

Boatos
 Muito se fala que a maior parte do elenco morreu em um acidente aéreo em 1995
 Não é verdade. Assim como Florinda Meza, Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha), Ruben Aguirre (professor Girafales), Edgar Vivar (Senhor Barriga) e Carlos Villagrán (Kiko) estão bem, obrigado. Quem morreu, e de causa natural, em 1995 foi Marcelo Gastaldi - o dublador que fazia as vozes de Chaves e Chapolin

Com seu jeito infantil, Chespirito já chegou aos países Turquia, Índia, Espanha, Portugal, Itália e outros 22 da América. Nos Estados Unidos, sua popularidade levou os criadores de Os Simpsons a fazerem uma alusão ao Chapolin. Bart Simpson adorava as aventuras  da "abelha amarela".

América Latina -
 Por conta das famosas frases "No contaban con mi astucia", "eso, eso, eso", "quiero evitar la fadiga" ou ainda "chusma, chusma" (gentalha), os atores do programa já estiveram em praticamente toda a América Latina. Quase vieram ao Brasil em 91, mas a coincidência com a visita do Papa fez com que adiassem. Tanto sucesso levou o ator Carlos Villagrán a vôos mais altos:  montou um programa em que quico foi estrela[que foi exibido em 1991 pela band].

Se no México sua carreira televisiva chegava ao fim no brasil continuou  sendo sucesso.  Especialmente quando se leva em conta que os episódios - a maioria foi produzida na década de 70 - são sempre os mesmos.

o menino que morreu em 1994 após assistir chaves[noticia de 1994]


 O presidente do SBT, Sílvio Santos, tem um drama nas mãos para resolver neste carnaval: o caso do menino Pedro Victor Sampaio, de 7 anos, que morreu eletrocutado ao imitar personagens do programa Chaves e enfiar um fio numa tomada de energia elétrica. "Ele era filho único da família e eu o amava muito. Agora minha vida mudou de sentido e acho que vou enlouquecer", escreveu a mãe de Pedro Victor, Maria Nádia Bezerra Sampaio, de Canindé, em carta a Sílvio Santos, enviada ontem.
Ah! Logo agora que eu queria ver meu time jogar!
Pedro Victor morreu no dia 1º fevereiro quando assistia na sua casa, em Canindé, ao enlatado mexicano do SBT. Na telinha, os personagens seu Madruga e seu Barriga enfiavam o dedo na tomada e tremiam. O menino pegou um fio velho da enceradeira, imitou a cena e caiu morto. Seu pai, o radialista Pedro Sampaio Neto, ainda levou-o ao hospital, mas ele chegou sem vida.


"Não quero que isso venha a ocorrer com outras famílias, porque a dor que estou sentindo será minha companheira para o resto da vida", escreveu Maria Nádia.

No Colégio Menino Jesus, onde Pedro Victor estudava, sua carteira ficou vazia e os colegas decidiram que nela ninguém mais sentará. A diretora da escola, Joane Laurene de Oliveira, lidera mobilização de mães em Canindé para boicotar o SBT. "A programação infantil da emissora está muito dirigida à violência, o que não é correto", diz.

O diretor administrativo e de divulgação do SBT, Ademar Dutra, negou ontem, em São Paulo, qualquer responsabilidade da emissora pela morte de Pedro Victor. "É um absurdo querer culpar o programa e o SBT por essa tragédia", diz Dutra. "Transmitimos o Chaves há mais de 10 anos e não há violência alguma nos seus personagens. É um pastelão, uma espécie de Trapalhões mexicano, com um clima poético e ingênuo", define o diretor do SBT. Segundo Dutra, a emissora tomou conhecimento do fato através das agências de notícias.

UMA LIÇÃO QUE VEM DO PIAUÍ


O SBT publicou esta semana um anúncio de página inteira vangloriando-se de ter sido sua a primeira imagem a chegar por televisão em uma cidadezinha perdida no sertão do Piauí em 1993 baseando-se em reportagem divulgada por um jornal paulista. Matérias deste tipo não são de hoje e costumam freqüentar as edições dos jornais, revelando as curiosidades e as ambivalências do país. Não importa. A reportagem está lá e se tornou motivo de promoção para o SBT. Não chegaria a ser também razão para espanto não fosse o fato de que o primeiro programa assistido pelos moradores de Lagoa do Barro, a 530 km de Teresina, foi a comédia mexicana Chaves. Como exemplo de ingresso da pequena cidade na modernidade.

Tudo isto poderia ser apenas mais uma das curiosidades do Brasil, mas traz embutido um aspecto um pouco mais sério, pois ingo artur campos reis,prefeito da cidade na época falou mal[pra variar, nos anos 90 ninguem reconhecia o sucesso de chaves] do chavinho:

"Poderia ser um bom motivo para o SBT se envergonhar de sua programação medíocre, mas isto vem confirmar a falência do sistema nacional de televisões educativas. Além de nunca ter se aparelhado para levar seu sinal a localidades tão distantes quanto Lagoa do Barro, onde, aliás, sua ação deveria ser prioritária, deixou, por omissão, que aquela população carente se sintonizasse com a sociedade nacional através da imagem de Chaves. Que tipo de ganhe aquela comunidade piauiense pode ter a partir de seu acesso à televisão? Nada, além de constatar que Lagoa do Barro, afinal, não era tão atrasada assim"

Vale, então, perguntar para o que servem as televisões educativas. É claro que também não se pode considerar que algumas aulas de Química ou Português respondam à questão. E os programas de educação à distância, consumindo milhares (ou milhões) de dólares, não vão além dos limites do comodismo de seus sinais urbanos. Aliás, este sistema de televisões educativas nunca chegou a constituir um modelo útil para o país. Elas são chatas, pobres, malfeitas e, por ausência, acabam valorizando as imagens de Chaves.

uma curiosa carta de 1991

QUEM É CHAVES?


 EM 1991, NO JORNAL DO BRASIL, UMA PESSOA MANDOU UMA CARTA[REPRODUZIDA ABAIXO] QUERENDO SABER MAIS SOBRE CHAVES, POIS O SBT NÃO EXIBIA OS CRÉDITOS FINAIS, SEGUE A CARTA NA ÍNTEGRA:


Quero fazer uma reclamação contra o SBT. Num vício comum, aliás, a várias outras emissoras, este canal escamoteia as fichas técnicas de vários filmes de TV, como os desenhos animados curtos (por exemplo, o Pica-pau), o que equivale a uma forma mesquinha de censura (por economia de tempo).

Ora, eu aprecio as séries mexicanas do Chaves e do Chapolin (principalmente este último, pois o primeiro é algo bisonho). Mas, graças à emissora, não sei quem produz a série, quem a dirige, e tampouco quem a interpreta. Quem são os artistas, principalmente o intérprete principal, que é muito bom comediante? E o magricela implicante, qual o nome do ator? Nem os nomes dos episódios aparecem. [ass.] - Rio de Janeiro

a droga QUE FAZ A CABEÇA, o jornalista que falava mal de chaves


Tem um jornalista que  apareceu anos atrás nas nossas telinhas vendendo seriedade e competência para nos convencer a entrar na guerra contra a inflação. Você já deve ter visto: ele diz que não faz política (mas está fazendo), diz que não é candidato a nada e declara ser apenas "o futuro" do nosso país. Toda vez que ele aparecia eu fico preocupado, pois ele falaria mal de chaves mais uma vez, ele vivia dizendo que era preocupado com o futuro do brasil  só de pensar que, milhares de  crianças, de Norte a Sul na cidade assistiam chaves.
e eu confesso que isso me embanana. Por que as crianças gostam tanto do Chaves e o do seu companheiro Chapolin? A série é mexicana, escrita, dirigida e estrelada por roberto gomez bolaños.
segundo ele A dublagem é péssima, a tradução bastante ruim, os cenários são ridículos (daquele tipo que balança quando uma porta se abre), parece um programa da década de 50, fica uma belezinha em preto e branco. entre outros absurdos que publicava diariamente em sua coluna do jornal do brasil.

ele difamava chaves dizendo que o programa era abobalhado e um tanto idiota,entre seus argumentos, destaco um,publicado em 1999:
"O programa não tem abertura, não existe uma apresentação, ele simplesmente começa. Não há quase produção, os figurinos não entrariam na Casa Turuna[extinta casa de fantasias carioca]as piadas são antigas, aquele tipo de esquete meio atrapalhado em que certas palavras assumem um duplo sentido, como certas situações, de final mais do que previsível. 

"Os  atores que contracenam com Chaves e Chapolin não conseguiram fazer sequer uma ponta no teatro da escola do seu filho, só o Chaves se salva com algumas caretas, assim mesmo a variação é zero e depois de dois ou três closes a coisa fica chata. Então por que as crianças gostam? Não pense você que nossas crianças são débeis mentais. Toda a América Latina, mais Espanha e Itália  assistem o programa. A trupe responsável por essa pequena aberração televisiva fatura alto, fazendo excursões e se apresentando ao vivo. Parece entretanto que não teremos o privilégio de vê-los num palco brasileiro tão cedo, a menos que eles aprendam a falar português ou que nossas crianças aprendam espanhol"


"nada  responde à pergunta essencial: por que as crianças gostam? Talvez seja esse primarismo mesmo, essa coisa descomplicada que atraia nossos petizes. Minha filha ri quando o Chaves faz alguma besteira e diz que "foi sem querer querendo". A amiguinha dela gosta da "Chiquinha" (a garota da turma do programa), porque acha engraçado quando ela "chora sem lágrimas"...

"domingo passado eu fiquei prestando atenção nos Trapalhões, para tentar uma comparação, não de estilo, mas de gosto. Os Trapalhões se preocupam com figurinos, com os extras, existe uma evidente produção por trás do programa, muito embora Renato Aragão se esforce por bagunçar todos os esquemas armados. O texto é mais sofisticado do que o do Chaves e, na verdade, não se dirige só às crianças, é feito pra gente grande também. Não sei como ficaria Mussum traduzido para o espanhol, talvez melhor do que o Chaves traduzido para o português"

"nossas crianças não estão sujeitas a um tipo de humor que justifique essa paixão pelo Chaves. Mas elas gostam e emendam no programa que vem logo depois, o Bozo, aquele palhaço do consumo que vende mais do que diverte. Vai entender"..


em 2000 ingo ostrowsky foi demitido depois de diversas reclamações pois ele falava muito mal de chaves.