SEM QUERER QUERENDO
O que leva uma pessoa em sã consciência a sair de casa vestida de Chiquinha para participar de uma festa em que o namorado está fantasiado de Chaves? Pergunte para a estudante de comunicação da UFRJ Kárin Klem, 21 anos. Ela dirá que a razão é simples. "Eu me divirto. Acho que todo mundo deveria assistir ao Chaves, porque existem várias leituras. Quando você é criança, é uma coisa, quando você cresce, é outra". Em qualquer idade, Chaves, Chiquinha, Kiko, Dona Florinda, Seu Barriga, Nhonho, Seu Madruga, Professor Girafales, Bruxa do 71 fazem parte da memória afetiva de brasileiros e latino-americanos.
Depois de 25 anos no ar, Chaves ainda tem fôlego para competir com os programas da concorrência.
Hoje, a série reúne no mesmo sofá da sala duas gerações: pais e o filhos, que riem das piadas e confusões dos personagens chaplinianos e, às vezes, avós e netos. É o caso de Anaíde da Rocha, 79 anos, moradora do Flamengo. Ela não perde um capítulo, ao lado do neto, o estudante de direito Guilherme da Rocha, 23 anos. "Gosto de tudo, mas, principalmente, da implicância da Dona Florinda. O seriado lembra a minha infância", garante ela.
Felipe Caruso, 22 anos, estudante do curso de comunicação social da PUC-Rio, não acha exagerado dizer que o melhor programa infantil hoje é Chaves. "Eu gosto porque explora o humor ingênuo das crianças. A série consegue reunir a comédia, o drama e o suspense", elogia o estudante, que não se cansa de reprisar o DVD que tem em casa.
Outra grande fã é a atriz Lucélia Santos, que tentou comprar os direitos para produzir com atores brasileiros o Chaves no Brasil. Pensou até em convidar Ney Latorraca para o papel principal, mas esbarrou na incrível burocracia da Televisa. "Adoro o Chaves, é puro e lindo. É o único programa de TV que me faz parar. É bárbaro, sempre dá audiência", elogia.
Roselane Salomão, 25 anos, prestes a se formar na faculdade de medicina, em Campos, não esconde de ninguém que acaba de comprar vídeos da série. "Sou apaixonada pelo lado lúdico e pela inocência das mensagens. Quando era pequena, disse para minha mãe que eu queria morar na vila para brincar com o Chaves", conta.
Recentemente, Roselane assistiu a uma entrevista com o autor, Roberto Bolaños, intérprete de Chaves, e ele confessou que escreveu a série para mostrar a superioridade das mulheres. "Chiquinha sempre arma e se dá bem em cima dos homens. Dona Florinda sempre bate no Seu Madruga e ele nunca revida. Gosto disso", confessa Roselane, fã do programa desde que tinha 4 anos.
Os episódios que os estudantes e alguns dos internautas mais gostam foram os gravados em Acapulco, uma mudança importante já que todos os outros programas foram feitos nos estúdios da Televisa. "Além de fugir da vila, mostrou as crianças brincando na piscina", lembra a futura médica. O mais triste, recordam os aficcionados, foi ver todos os vizinhos voltando para o hotel, deixando Chaves totalmente sozinho na praia, enquanto o sol sumia no horizonte.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
FÃ DE CHAPOLIN SE DIZ AMEAÇADO PELO SBT

O estudante Felipe Reina, criador do site "O Mundo Chavesmaníaco", diz ter recebido e-mail ameaçador do SBT por conta da campanha que comandou pela volta da série "Chapolin", tirada do ar. "Fomos ameaçados de processo judicial caso continuássemos convocando fãs a mandarem e-mails pedindo a reprise do "Chapolin'", diz Reina. O SBT nega a autoria do e-mail ameaçador.
O estudante Felipe Reina, criador do site "O Mundo Chavesmaníaco", diz ter recebido e-mail ameaçador do SBT por conta da campanha que comandou pela volta da série "Chapolin", tirada do ar. "Fomos ameaçados de processo judicial caso continuássemos convocando fãs a mandarem e-mails pedindo a reprise do "Chapolin'", diz Reina. O SBT nega a autoria do e-mail ameaçador.
HUMOR PASTELÃO FAZ SUCESSO ENTRE CRIANÇAS E ADULTOS


- Eles são ridículos, mas não fazem mal a ninguém. É melhor do que os seriados de super-heróis japoneses com monstros de borracha - diz o universitário André Batista, de 19 anos, que se diverte com os bordões de Chaves como "Foi sem querer querendo", "Tá bom, mas não se irrite" e "Isso, isso, isso!".

O ator José de Abreu, , já confessou que assiste ao enlatado mexicano com o filho
"Chaves" é um trunfo do SBT. Apesar das inúmeras mudanças de horário e das reprises, o seriado mexicano é sempre acompanhado por um público fiel, que garante médias de até 15 pontos de audiência.

Uma pesquisa encomendada recentemente pela emissora mostrou que 52% dos espectadores estão na faixa etária dos 4 aos 17 anos; 36% têm entre 18 e 49; e 12%, acima dos 50.
Uma pesquisa encomendada recentemente pela emissora mostrou que 52% dos espectadores estão na faixa etária dos 4 aos 17 anos; 36% têm entre 18 e 49; e 12%, acima dos 50.
O estudante carioca Daniel Resende, de 14 anos, faz parte de um novo público. Ele não perde um só episódio do seriado:
- O Chaves pega o jeito de pensar das crianças e faz piadas com isso. Não há malícia. O cenário também tem graça. Quando alguém bate a porta, às vezes a parede balança.

Com humor pastelão e produção mambembe, o seriado foi gravado de 73 a 80
- O Chaves pega o jeito de pensar das crianças e faz piadas com isso. Não há malícia. O cenário também tem graça. Quando alguém bate a porta, às vezes a parede balança.
Com humor pastelão e produção mambembe, o seriado foi gravado de 73 a 80
e faz sucesso em 26 países. Chaves, interpretado pelo ator mexicano Roberto Bolaños, é um menino que mora num barril e se mete em confusão com os moradores de uma vila, como Seu Madruga, Chiquinha, Quico e Dona Florinda.
- Eles são ridículos, mas não fazem mal a ninguém. É melhor do que os seriados de super-heróis japoneses com monstros de borracha - diz o universitário André Batista, de 19 anos, que se diverte com os bordões de Chaves como "Foi sem querer querendo", "Tá bom, mas não se irrite" e "Isso, isso, isso!".
O ator José de Abreu, , já confessou que assiste ao enlatado mexicano com o filho
Outro admirador de "Chaves" é o cantor e compositor paulista Zé Rodrix:
- O seriado lida com valores reais e não faz cópia de adulto. Tudo tem começo, meio e fim. É um humor ingênuo. Não tem preconceito nem apelo erótico.

não há chances de o SBT perder o seriado para outra emissora:
- Ele é um coringa da programação. Além disso, não pede aumento nem faz leilão.
"O seriado lida com valores reais e não faz cópia de adulto. Tudo tem começo, meio e fim. É um humor ingênuo. Não tem preconceito nem apelo erótico" - Zé Rodrix, cantor e compositor
"Os personagens são ridículos, mas não fazem mal a ninguém. Não há violência. É melhor do que os seriados de super-heróis japoneses com mostrengos de borracha" - André Batista, estudante.
- O seriado lida com valores reais e não faz cópia de adulto. Tudo tem começo, meio e fim. É um humor ingênuo. Não tem preconceito nem apelo erótico.
não há chances de o SBT perder o seriado para outra emissora:
- Ele é um coringa da programação. Além disso, não pede aumento nem faz leilão.
"O seriado lida com valores reais e não faz cópia de adulto. Tudo tem começo, meio e fim. É um humor ingênuo. Não tem preconceito nem apelo erótico" - Zé Rodrix, cantor e compositor
"Os personagens são ridículos, mas não fazem mal a ninguém. Não há violência. É melhor do que os seriados de super-heróis japoneses com mostrengos de borracha" - André Batista, estudante.
CHAVES PODERIA TER VERSÃO NACIONAL
Representante do SBT foi ao México negociar a criação do seriado com atores brasileiros
O seriado mexicano Chaves faz sucesso no Brasil há anos. Os episódios do programa são repetitivos já há algum tempo. Tenho estúdios. Por que não produzir novos episódios do seriado? Foi com um raciocínio semelhante a este que Sílvio Santos teve uma idéia brilhante: gravar novos episódios do menino que mora num barril, com atores brasileiros.

O empresário, dono do SBT, resolveu procurar A TELEVISA, EMISSORA QUE PRODUZIU O PROGRAMA DE CHAVES
O empresário, dono do SBT, resolveu procurar A TELEVISA, EMISSORA QUE PRODUZIU O PROGRAMA DE CHAVES
para propor-lhe participação no projeto. O SBT dispõe-se a pagar os direitos pelo uso da imagem do personagem e pretende mesclar antigos textos do programa com novos esquetes.

Um enviado do SBT, esteve na Cidade do México há pouco mais de um mês para formalizar o convite.A TELEVISA RECUSOU O CONVITE
Um enviado do SBT, esteve na Cidade do México há pouco mais de um mês para formalizar o convite.A TELEVISA RECUSOU O CONVITE
Há alguns anos, dois brasileiros ilustres tentaram convidar bolaños
a desenvolver projetos semelhantes ao de Sílvio Santos. Xuxa propôs que fizesse roteiros para seu programa. E Pelé checou a possibilidade de lançar um longa-metragem com Chaves. roberto
recusou, "em respeito ao personagem, que foi feito para a TV". Alegou também "falta de tempo".

a primeira vez que quico veio ao brasil em 1997
KIKO, AGORA, ANIMA CIRCO NO INTERIOR
ESSA FOI A MANCHETE QUE SAIA EM TODOS OS JORNAIS DE 1997, PUBLICAREI A SEGUIR, UMA NOTICIA[QUE LI JUSTAMENTE NA ÉPOCA] E QUE GUARDEI COMO NOSTALGIA:

O ator Carlos Villagrán, que ganhou fama no seriado 'Chaves', vai rodar o Estado de São Paulo durante 45 dias
ESSA FOI A MANCHETE QUE SAIA EM TODOS OS JORNAIS DE 1997, PUBLICAREI A SEGUIR, UMA NOTICIA[QUE LI JUSTAMENTE NA ÉPOCA] E QUE GUARDEI COMO NOSTALGIA:
O ator Carlos Villagrán, que ganhou fama no seriado 'Chaves', vai rodar o Estado de São Paulo durante 45 dias
Mesmo 18 anos depois de ter deixado o elenco do seriado Chaves, o bochechudo Kiko continua a ser o ganha-pão de Carlos Villagrán. Na semana passada, o ator mexicano chegou ao País para uma turnê pelo interior de São Paulo. Durante 45 dias, Villagrán volta a encarnar o personagem nas apresentações do Circo Stankowich. A estréia será em Campinas. "As trapalhadas do Kiko encerram o espetáculo: ele tenta tocar violão, cantar e dançar, mas não consegue", diz Villagrán.

Segundo o ator, Kiko era mais popular do que Chaves, o que seria uma das causas de sua saída do elenco. "Havia muito ciúme", comenta Carlos Villagrán tentou, sem sucesso, permanecer na TV: voltou a representar o personagem em programas no México e na Venezuela. Uma das séries
foi exibida pela Bandeirantes.

Na década de 80, Villagrán caiu na vida mambembe. Passou a percorrer os países onde Chaves era exibido, fazendo shows. Em 1995, esteve no sul do Brasil. Hoje, seus planos incluem shows na Europa e na Ásia - provavelmente em fevereiro. Aonde quer que vá, Villagrán tem de revelar o "segredo" das bochechas de Kiko. "Não uso nada artificial, apenas encho as bochechas de ar", diz. "Eu nasci com esse defeito de fabricação".

Sem artistas na família, Carlos Villagrán iniciou sua trajetória em 1971, com pequenas participações em programas humorísticos. No ano seguinte, o personagem que o tornou célebre surgiu ao lado de Chaves e sua turma, num quadro de Chespirito (CNT/Gazeta), programa da emissora mexicana Televisa, em que atuou por sete anos. Chegou a interpretar personagens sérios no teatro, mas sempre gostou de comédia "É muito melhor fazer o público rir do que chorar", afirma.

Concorrência - O ator diverte-se ao saber que muitos brasileiros pensam que ele está morto (do elenco, os únicos mortos são os intérpretes do sr. Madruga e de dona Clotilde, a Bruxa do 71). "Foi a concorrência do SBT que inventou isso", diz.

Villagrán afirma que nenhum dos seis filhos de seus dois casamentos pretende seguir a carreira artística. "Não tenho sucessores", lamenta Villagrán. Aos 48 anos, o comediante, que de bobo não tem nada, não descarta a possibilidade de trabalhar no vídeo, até mesmo no Brasil. "Se houver alguma proposta, terei muito prazer em voltar à TV."

Segundo o ator, Kiko era mais popular do que Chaves, o que seria uma das causas de sua saída do elenco. "Havia muito ciúme", comenta Carlos Villagrán tentou, sem sucesso, permanecer na TV: voltou a representar o personagem em programas no México e na Venezuela. Uma das séries
foi exibida pela Bandeirantes.
Na década de 80, Villagrán caiu na vida mambembe. Passou a percorrer os países onde Chaves era exibido, fazendo shows. Em 1995, esteve no sul do Brasil. Hoje, seus planos incluem shows na Europa e na Ásia - provavelmente em fevereiro. Aonde quer que vá, Villagrán tem de revelar o "segredo" das bochechas de Kiko. "Não uso nada artificial, apenas encho as bochechas de ar", diz. "Eu nasci com esse defeito de fabricação".
Sem artistas na família, Carlos Villagrán iniciou sua trajetória em 1971, com pequenas participações em programas humorísticos. No ano seguinte, o personagem que o tornou célebre surgiu ao lado de Chaves e sua turma, num quadro de Chespirito (CNT/Gazeta), programa da emissora mexicana Televisa, em que atuou por sete anos. Chegou a interpretar personagens sérios no teatro, mas sempre gostou de comédia "É muito melhor fazer o público rir do que chorar", afirma.
Concorrência - O ator diverte-se ao saber que muitos brasileiros pensam que ele está morto (do elenco, os únicos mortos são os intérpretes do sr. Madruga e de dona Clotilde, a Bruxa do 71). "Foi a concorrência do SBT que inventou isso", diz.
Villagrán afirma que nenhum dos seis filhos de seus dois casamentos pretende seguir a carreira artística. "Não tenho sucessores", lamenta Villagrán. Aos 48 anos, o comediante, que de bobo não tem nada, não descarta a possibilidade de trabalhar no vídeo, até mesmo no Brasil. "Se houver alguma proposta, terei muito prazer em voltar à TV."
palavras de um senhor que se despedia da tv[noticia de 1995]
CHAVES PERDE A ALEGRIA INFANTIL em 1995

Longe da TV em 1995 bolaños reencontrava o público no teatro


O ator diz saber que é sucesso no Brasil ("Pelé me disse, mas é verdade que ainda me vêem?") e chega a pedir desculpas ao seu público. "Sinto muito: estou velho e não posso mais fazer nem Chaves nem Chapolin"

O ator não esperava sair da TV. "Mas não quero voltar tenho trabalho na produtora e no teatro", diz. No Chespirito, sempre foi uma espécie de faz-tudo: escrevia, dirigia, produzia, atuava e compunha canções.

Sotaque - Na década de 80, chegou a receber cachê por uma visita ao Brasil, que não se concretizou por "problemas políticos". sabia dizer frases de seus personagens em português. Numa terceira tentativa, ele se lembra "Pois fique você sabendo que eu posso cumprimentar com a máo desde aqui até aquele menino de camissa branca que está lá", diz. "Está bom?"

O ator ganhou cerca de 10% das vendas internacionais de seu programa. Acha que foi insignificante. "As TVs reprisam inúmeras vezes", justifica. O SBT, por exemplo, exibe episódios (a maioria da década de 70) desde 84. orgulha-se do humor infantil que fazia "Não fazia dano."

Sua peça Onze y Doze, para o público adulto e produzida por sua mulher (Florinda Meza a dona Florinda de Chaves), fez sucesso. Mostrava
Longe da TV em 1995 bolaños reencontrava o público no teatro
em 1995
Num camarim modesto, Roberto, de 68 anos, prepara-se para entrar em cena na peça Onze y Doze. Não parece animado. O sorriso só surge quando alguém aponta sua netinha numa foto. Pouca coisa faria lembrar a alegria infantil de Chaves, personagem que tomou o ator
conhecido em toda a América Latina.
O ator diz saber que é sucesso no Brasil ("Pelé me disse, mas é verdade que ainda me vêem?") e chega a pedir desculpas ao seu público. "Sinto muito: estou velho e não posso mais fazer nem Chaves nem Chapolin"
diz, meio acanhado ao agitar o dedo indicador como seu personagem ("isso, isso"), para a sessão de fotos.

longe da TV em 1995, quando a Televisa aposentou o programa Chespirito após 25 anos no ar. "Tenho contrato de exclusividade com a emissora mas não atuo mais", diz. comandou até o fim da vida
longe da TV em 1995, quando a Televisa aposentou o programa Chespirito após 25 anos no ar. "Tenho contrato de exclusividade com a emissora mas não atuo mais", diz. comandou até o fim da vida
a Televicine, a produtora de cinema da Televisa.
O ator não esperava sair da TV. "Mas não quero voltar tenho trabalho na produtora e no teatro", diz. No Chespirito, sempre foi uma espécie de faz-tudo: escrevia, dirigia, produzia, atuava e compunha canções.
Sotaque - Na década de 80, chegou a receber cachê por uma visita ao Brasil, que não se concretizou por "problemas políticos". sabia dizer frases de seus personagens em português. Numa terceira tentativa, ele se lembra "Pois fique você sabendo que eu posso cumprimentar com a máo desde aqui até aquele menino de camissa branca que está lá", diz. "Está bom?"
O ator ganhou cerca de 10% das vendas internacionais de seu programa. Acha que foi insignificante. "As TVs reprisam inúmeras vezes", justifica. O SBT, por exemplo, exibe episódios (a maioria da década de 70) desde 84. orgulha-se do humor infantil que fazia "Não fazia dano."
Sua peça Onze y Doze, para o público adulto e produzida por sua mulher (Florinda Meza a dona Florinda de Chaves), fez sucesso. Mostrava
com humor, as desventuras de um homem que perde as funções sexuais num acidente.

faz um caminhoneiro divertido. Em cena parece recobrar a juventude e arranca gargalhadas da platéia Todos os 300 lugares do teatro costumam ser ocupados por pessoas simples, do interior do país. "A gente via o programa desde o berço", diz Rafael Peres, de 24 anos. Acompanhado por parentes, Peres viajou cinco horas para rever o antigo ídolo. "Os programas de hoje são grosseiros."

Do primeiro casamento, tem seis filhos: cinco mulheres e um homem (diretor de novelas). É fanático pelo time de futebol América do México e por Pelé. "Em 1989, Pelé queria que fizéssemos um filme juntos", diz. "Só não deu certo porque eu não queria interpretar Chaves no cinema" Quem também tentou uma parceria segundo Bola¤os, foi a equipe de Xuxa. Há um ano, representantes da apresentadora lhe propuseram que escrevesse cenas de seus programas. "Iam me pagar bem, não aceitei por falta de tempo."
faz um caminhoneiro divertido. Em cena parece recobrar a juventude e arranca gargalhadas da platéia Todos os 300 lugares do teatro costumam ser ocupados por pessoas simples, do interior do país. "A gente via o programa desde o berço", diz Rafael Peres, de 24 anos. Acompanhado por parentes, Peres viajou cinco horas para rever o antigo ídolo. "Os programas de hoje são grosseiros."
Do primeiro casamento, tem seis filhos: cinco mulheres e um homem (diretor de novelas). É fanático pelo time de futebol América do México e por Pelé. "Em 1989, Pelé queria que fizéssemos um filme juntos", diz. "Só não deu certo porque eu não queria interpretar Chaves no cinema" Quem também tentou uma parceria segundo Bola¤os, foi a equipe de Xuxa. Há um ano, representantes da apresentadora lhe propuseram que escrevesse cenas de seus programas. "Iam me pagar bem, não aceitei por falta de tempo."
o fim de chespirito em 1995
Roberto Bolaños, que faz o personagem de sucesso no SBT, passou a se dedicar só ao teatro
A história dos personagens Chaves e Chapolin é puro sucesso desde sua estréia no SBT, em 1984. No México, entretanto, o ator que faz os personagens pendurava as chuteiras em 1995.

Os dois quadros faziam parte de Chespirito, programa
que existia desde 1980. Nele, o ator Roberto Bolaños interpretava, além do super-herói e do menino que mora no barril, uma série de personagens, como El Chompiras e El Chaparron Bonaparte. Bolaños sempre foi uma espécie de faz-tudo: era produtor, diretor e criador dos tipos.

Muito mais gordo e sem querer declarar a idade, o ator desconversava quando perguntando sobre a pouca inteligência do programa "Sei que ele exerce muita influência e estou tranqüilo pois é saudável, feito com carinho e talento."

longe da TV, Bolaños continuou na peça Onze e doze- "espetáculo para jovens e adultos" produzido por Florinda Meza (a dona Florinda de Chaves) que esteve em cartaz na Cidade do México. Bolaños, claro, é o autor e diretor.

Boatos
Muito se fala que a maior parte do elenco morreu em um acidente aéreo em 1995
Não é verdade. Assim como Florinda Meza, Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha), Ruben Aguirre (professor Girafales), Edgar Vivar (Senhor Barriga) e Carlos Villagrán (Kiko) estão bem, obrigado. Quem morreu, e de causa natural, em 1995 foi Marcelo Gastaldi - o dublador que fazia as vozes de Chaves e Chapolin

Com seu jeito infantil, Chespirito já chegou aos países Turquia, Índia, Espanha, Portugal, Itália e outros 22 da América. Nos Estados Unidos, sua popularidade levou os criadores de Os Simpsons a fazerem uma alusão ao Chapolin. Bart Simpson adorava as aventuras da "abelha amarela".

América Latina -
Por conta das famosas frases "No contaban con mi astucia", "eso, eso, eso", "quiero evitar la fadiga" ou ainda "chusma, chusma" (gentalha), os atores do programa já estiveram em praticamente toda a América Latina. Quase vieram ao Brasil em 91, mas a coincidência com a visita do Papa fez com que adiassem. Tanto sucesso levou o ator Carlos Villagrán a vôos mais altos: montou um programa em que quico foi estrela[que foi exibido em 1991 pela band].

Se no México sua carreira televisiva chegava ao fim no brasil continuou sendo sucesso. Especialmente quando se leva em conta que os episódios - a maioria foi produzida na década de 70 - são sempre os mesmos.

A história dos personagens Chaves e Chapolin é puro sucesso desde sua estréia no SBT, em 1984. No México, entretanto, o ator que faz os personagens pendurava as chuteiras em 1995.
Os dois quadros faziam parte de Chespirito, programa
que existia desde 1980. Nele, o ator Roberto Bolaños interpretava, além do super-herói e do menino que mora no barril, uma série de personagens, como El Chompiras e El Chaparron Bonaparte. Bolaños sempre foi uma espécie de faz-tudo: era produtor, diretor e criador dos tipos.
Muito mais gordo e sem querer declarar a idade, o ator desconversava quando perguntando sobre a pouca inteligência do programa "Sei que ele exerce muita influência e estou tranqüilo pois é saudável, feito com carinho e talento."
longe da TV, Bolaños continuou na peça Onze e doze- "espetáculo para jovens e adultos" produzido por Florinda Meza (a dona Florinda de Chaves) que esteve em cartaz na Cidade do México. Bolaños, claro, é o autor e diretor.
Boatos
Muito se fala que a maior parte do elenco morreu em um acidente aéreo em 1995
Não é verdade. Assim como Florinda Meza, Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha), Ruben Aguirre (professor Girafales), Edgar Vivar (Senhor Barriga) e Carlos Villagrán (Kiko) estão bem, obrigado. Quem morreu, e de causa natural, em 1995 foi Marcelo Gastaldi - o dublador que fazia as vozes de Chaves e Chapolin
Com seu jeito infantil, Chespirito já chegou aos países Turquia, Índia, Espanha, Portugal, Itália e outros 22 da América. Nos Estados Unidos, sua popularidade levou os criadores de Os Simpsons a fazerem uma alusão ao Chapolin. Bart Simpson adorava as aventuras da "abelha amarela".
América Latina -
Por conta das famosas frases "No contaban con mi astucia", "eso, eso, eso", "quiero evitar la fadiga" ou ainda "chusma, chusma" (gentalha), os atores do programa já estiveram em praticamente toda a América Latina. Quase vieram ao Brasil em 91, mas a coincidência com a visita do Papa fez com que adiassem. Tanto sucesso levou o ator Carlos Villagrán a vôos mais altos: montou um programa em que quico foi estrela[que foi exibido em 1991 pela band].
Se no México sua carreira televisiva chegava ao fim no brasil continuou sendo sucesso. Especialmente quando se leva em conta que os episódios - a maioria foi produzida na década de 70 - são sempre os mesmos.
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